Sem medo de arriscar,
Liberto-me das amarras
Que me apertavam o coração.
Entrego-me, enfim
Em plenitude.
Não necessariamente aceito,
Espero que me aceite.
Desejo não ser
Um coração desfeito,
Para, como pleno,
Deleitar
O poder de te almejar,
Comigo.
Como se bastasse eu procurar
E poderia ter resplandecido
No olhar
A luz que emana teu corpo,
Celeste.
Alma,
Vira anil.
A beleza que emitiu o seu olhar,
Pintou de azul paixão,
Cor com calma,
Por completo,
Toda e qualquer ilusão.
Criar ilusões,
São momentos
De ocupação mágica.
Minha alma sorri,
Quando imagino um futuro nosso
E por isso tenho certeza,
Que especular com pureza
É saudável ao coração.
Liberto-me das amarras,
Que me prendiam à hipocrisia,
De querer ter vida feliz,
Sem pensar em ti todo dia.